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  • Foto do escritorGabriel Berger

EPI não evita acidente com motosserra

Atualizado: 27 de fev. de 2023

O equipamento de proteção individual atua como a última barreira para minimizar uma lesão em decorrência de um acidente


Foto do Gabriel Berger mostrando o seu equipamento de proteção individual

Em atividades florestais, o uso dos EPIs adequados, além de fundamental para um trabalho seguro, é obrigatório pela legislação trabalhista. A função dos equipamentos de proteção individual nessa atividade não é evitar um possível acidente, mas sim atuar como a última barreira de proteção disponível ao trabalhador para minimizar uma lesão no caso de um acidente ou incidente.


A obrigatoriedade do uso dos equipamentos de proteção individual - EPIs está descrita na Norma Regulamentadora nº 06 – Equipamentos de Proteção individual. No Anexo I dessa mesma norma estão listado os tipos de EPI a serem utilizados.


Esta lista é baseada nos riscos que o profissional está exposto ao operar uma motosserra na supressão ou poda de uma árvore, corte de lenha, desdobramento de madeira, atividades silviculturais, colheita floresta ou no manejo florestal, como por exemplo: ferimentos ocasionados pelo contato com o conjunto de corte da máquina em movimento, queda de galhos, serragem e partículas volantes, contato com animais peçonhentos, entre outros.


A tabela abaixo evidencia as partes do corpo humano mais atingidas pela própria motosserra ou por objetos lançados ao corpo durante a operação da máquina. Esses dados foram obtidos de pesquisas desenvolvidas por Sant’Anna & Malinovski (2002) Fenner (1991), Haselgruber & Grieffenhagen (1989); Forstwirtschaftliche Zentralstelleder Schweiz e Stephani (1987), Heck Junior (2014) e INSS (2002).


Partes do corpo atingidas em função da atividade com motosserra:


  • Cabeça: 17%

  • Mão e Braço: 26%

  • Tronco: 13%

  • Perna: 30%

  • Pé: 14%


foto do engenheiro Gabriel Berger utilizando capacete

Para a proteção da cabeça é indispensável fazer o uso de um capacete de aba frontal, com uma jugular e carneira bem ajustada ao corpo do operador. Esse capacete atua na proteção contra impacto de objetos sobre a cabeça. Quem trabalha próximo a redes de energia elétrica, deve fazer uso de um capacete contra choques elétricos. Utilizar ainda um óculos para proteção da visão e um protetor facial para minimizar o impacto de partículas volantes no rosto. Para a redução do ruído, utilizar um protetor auricular tipo concha.



Foto do Gabriel Berger, mostrando suas luvas de proteção

Para as mãos fazer uso de luvas de proteção contra agentes abrasivos, perfurantes e escoriantes. No braço e no tronco é importante fazer uso de uma camisa anticorte que tem por objetivo impedir que a corrente da motosserra em movimento toque o corpo do operador. Essas regiões estão muito propensas a serem atingidas em função do rebote.



Gabriel berger em foto mostra suas calças de proteção para o manejo da motosserra

Nas pernas é fundamental fazer uso da calça anticorte para impedir que em um contato acidental, a corrente da máquina em movimento atinja as pernas do operador. As roupas de proteção anticorte possuem uma tecnologia que quando em contato com a corrente da motosserra em movimento travam instantaneamente o conjunto de corte da máquina.


Como complemento a calça é indicado também fazer o uso de perneiras (caneleira) que atenuam o impacto contra um objeto abrasivo ou escoriante, e atuam ainda contra picada de animais peçonhentos, principalmente cobras.



Foto de bota de proteção utilizada pelo Gabriel Berger

Para a proteção dos pés é importante o uso de um coturno florestal com biqueira de aço ou composite podendo ainda estar presente a proteção do metatarso. Seu solado também deve ser antiderrapante e antiperfurante.


Dependendo da região geográfica de atuação do profissional, se faz ainda necessário o uso de capuz ou balaclava com o objetivo de proteger o pescoço e nuca das alta temperatura e raios solares, evitando possíveis queimaduras.


O trabalhador florestal deve estar munido de todos os EPIs indicados na NR 06. É dever do empregador disponibilizar e orientar quanto ao uso correto de cada um deles. Já o uso dos equipamentos de proteção individual durante a atividade florestal é de responsabilidade do próprio trabalhador.


E para finalizar vou deixar uma dica que aprendi acompanhando equipes de manejo de vegetação em diferentes regiões do Brasil: procure usar e/ou oferecer aos seus colaboradores EPIs que sejam confortáveis. O conforto é fundamental para que o trabalhador use o EPI corretamente e sinta-se seguro com ele. Um EPI que cause algum tipo de desconforto, desvia a atenção e o foco do operador da motosserra, podendo prejudicar o sucesso do trabalho.



Mais vídeos sobre EPI no manejo florestal:




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