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  • Foto do escritorGabriel Berger

Como lidar com abelhas na supressão de árvores

Atualizado: 27 de fev. de 2023

A presença das abelhas é crucial para o manejo florestal, assim como a árvore serve de abrigo para esses insetos. Como manter essa relação equilibrada e segura?


Foto de um enxame de abelha durante a supressão de árvores
Enxame de abalha fotografado durante manejo da motosserra

As abelhas fazem um papel fundamental no manejo de florestas, já que são responsáveis por grande parte da polinização das árvores. Em contrapartida, as árvores servem como locais de alojamento de ninhos, que é crucial para a sobrevivência das abelhas.


Essa relação equilibrada de troca deve ser respeitada e observada cuidadosamente no momento da derrubada da árvore. As abelhas são seres defensivos e não agressivos, portanto se expostas a um alto grau de ruído, como de uma motosserra, por exemplo, tendem a atacar o operador da máquina e equipe de pessoas que estejam no local.


Como podemos evitar um ataque?


O primeiro e mais importante passo é identificar a presença das abelhas na árvore a ser abatida ou no entorno dela. Essa identificação é feita no planejamento da atividade de supressão, etapa em que os riscos são identificados e as medidas de controle são estabelecidas.


No caso das abelhas, a identificação é feita visualmente. Elas podem estar alojadas tanto na copa da árvore, quanto em alguma cavidade no tronco. Tocos e troncos secos que possam estar no entorno também devem ser verificados.


Engenheiro Gabriel Berger analisa árvore antes de fazer a supressão

É importante analisar também as árvores próximas ao vegetal que será derrubado, pois no momento da queda, ele pode atingir galhos e tronco de outras árvores que podem estar habitadas por um enxame e desencadear um ataque.


Se identificado um enxame não faça a supressão na árvore. Geralmente, quando o enxame está em um galho da árvore, como uma “bola preta” a tendência é que ele se desloque em breve. Esse é um processo natural das abelhas e o ideal é aguardar o deslocamento natural dos insetos para depois fazer o manejo na árvore. No caso de ser necessária a remoção de uma colmeia, chame um profissional especializado, como um apicultor e o corpo de bombeiros.


O que fazer no caso de um ataque?


Mesmo tomando todas as medidas preventivas na etapa de planejamento, pode acontecer um ataque. Como a identificação dos insetos é visual, o enxame pode estar em um galho muito alto e não ser possível a sua identificação, por exemplo.


Nesse caso, o recomendado é proteger a cabeça e pescoço, áreas do corpo mais atacadas pelas abelhas, correr em zigue-zague ou entre arbustos, já que as abelhas se deslocam em linha reta ou deitar-se no chão e permanecer imóvel. Borrifar água no enxame também pode ajudar, já que as gotículas pesam sobre as asas das abelhas impedindo-as de voar.


O uso correto de equipamentos de proteção individual, como luvas, mangas longas, calça e calçado de proteção, capacete, protetor facial e óculos, podem ajudar a proteger o corpo do trabalhador contra o ataque.


No caso de ser picado, desloque-se o mais breve possível até um hospital para remover os ferrões e ser medicado, se necessário. A retirada dos ferrões deve ser feita com cuidado para evitar a liberação de maior quantidade da toxina.


Infelizmente os ataques de abelhas a equipes de manejo de árvores são muito comuns, tanto em meio urbano como rural. A implementação dos procedimentos de segurança aliada ao foco, atenção e consciência do trabalhador podem minimizar as ocorrências e garantir um ambiente de trabalho equilibrado e seguro para todos os seres.


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