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  • Foto do escritorGabriel Berger

Como funciona a calça anticorte na atividade com motosserra

Atualizado: 27 de fev. de 2023

Aproximadamente 30% dos ferimentos no corpo do operador oriundos do uso da motosserra é na região das pernas.

Foto do Gabriel segurando uma motosserra após a ação da calça de proteção
Gabriel Berger demonstrando função de calça de proteção para manejo da motosserra.

A atividade de manejo florestal envolve muitos riscos ao trabalhador, principalmente no momento da colheita das árvores. Na maioria dos plantios essa atividade é mecanizada, mas algumas empresas ainda fazem uso da motosserra para retirar ou desbastar árvores em locais onde os tratores especializados não conseguem acessar, como por exemplo, em áreas com declividade acentuada, ou ainda para fazer o seccionamento de pequenos troncos e a limpeza de uma determinada área.


Nesse momento o operador, ao fazer o uso da motosserra, além de estar treinado, precisa estar fazendo uso de todos os equipamentos de proteção individual, em especial da calça anticorte. Hoje existem no mercado inúmeros modelos de calça anticorte. Esses modelos possuem características que levam em consideração a extensão das fibras ao longo da perna do operador e a velocidade de deslocamento da corrente da motosserra.


As fibras, que geralmente são compostas de 8 camadas, e estão localizadas da altura do tornozelo até a cintura da calça. A sua disposição pode ser de 230⁰, 270⁰ e 360⁰ ao longo da perna do operador. Para escolher o melhor modelo podemos avaliar dois aspectos: o nível de experiência do operador e o volume de trabalho. Se o operador é experiente na atividade com motosserra, pode-se fazer uso da calça de 230⁰ ou 270⁰. Nesse caso terá uma proteção mais localizada na parte frontal e nas laterais das pernas.


Se a intensidade e volume de trabalho a ser executado é baixo, ou seja, consiste no corte de uma ou poucas árvores, igualmente usa-se os modelos citados anteriormente. Porém, se o operador é iniciante e não tem experiência, ou a atividade requer um volume maior de árvores a serem manejadas é indicado o uso da calça de 360⁰, em que as fibras estarão presentes em toda a extensão das pernas do operador.


A velocidade da corrente da motosserra também deve ser considerada na escolha adequada do modelo da calça anticorte. Nesse aspecto, o EPI é classificado em:


  • Classe 1: indicada para motosserras que desempenham uma velocidade de deslocamento da corrente sobre o sabre (barra) de 20m/s.

  • Classe 2: indicada para motosserras que desempenham uma velocidade de deslocamento da corrente sobre o sabre (barra) de 24m/s

  • Classe 3: indicada para motosserras que desempenham uma velocidade de deslocamento da corrente sobre o sabre (barra) de 28m/s.



Foto de motosserra após ser exposta à calça de proteção

Independentemente do modelo é fundamental que o operador esteja usando a calça anticorte, visto que a mesma evita que a corrente atinja a perna do operador com a corrente em movimento. O que confere essa proteção aos membros são as fibras confeccionadas em poliéster. Esse conjunto de tecidos ao ser cortado pela corrente se desfia e atinge o pinhão da motosserra, fazendo com que a corrente pare instantaneamente, não trazendo danos à saúde do operador.


Aproximadamente 30% dos ferimentos no corpo do operador oriundos do uso da motosserra é na região das pernas. Em função disso é fundamental que a empresa forneça os EPIs aos funcionários e o operador faça o uso e a guarda correta dos mesmos para que quando for necessário o uso eles estejam nas condições adequadas. Além disso é muito importante que o operador conheça a sua motosserra para escolher a calça mais segura para executar a atividade.



Veja mais vídeos sobre a calça anticorte:


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